ESTUDO DE MERCADO DE MATÉRIA PRIMA:

CORANTES NATURAIS (COSMÉTICOS, INDÚSTRIA DE ALIMENTOS),

CONSERVANTES E AROMATIZANTES,

BIO-INSETICIDAS E ÓLEOS VEGETAIS E ESSENCIAIS

(COSMÉTICOS E OLEOQUÍMICA)

 

Mercado de Cosméticos de Origem Natural

    O uso de extratos e óleos essenciais na indústria de cosméticos e, em particular, no ramo de perfumes remonta à Antigüidade. Na China, na Índia e no Oriente Médio, as plantas aromáticas, os óleos, as águas perfumadas e preparações cosméticas eram utilizadas na cozinha, cosmética, na medicina e nas práticas religiosas.

    Com o desenvolvimento da química orgânica no final do século XIX, começa-se a desvendar a composição química dos óleos e dos extratos naturais. Como resultado destas pesquisas, a indústria de perfumes passou de 500 a mais de 1000 fragrâncias sintetizados.

    O desafio na continuidade da sintetização de novos perfumes consistia na volatibilidade do odor que se modificava quando do corte ou transporte das plantas. Nos anos 70, os métodos de análise instrumental (cromatografia e espectrometria) permitiam captar as fragrâncias de plantas cortadas, reproduzindo sinteticamente sua composição.

    Nessa mesma década, a Givaudan Roure, uma subsidiária da Roche, começou um programa de detecção destas fragrâncias. O método mais inovador capta o perfume em absorventes (carvão ativado ou Poropak e Tenax).

    Apesar das facilidades na bioprospecção, a expansão da demanda por produtos naturais, reorientou parte da indústria de cosméticos para extratos e óleos essenciais.

    Os óleos essenciais, também chamados óleos voláteis, são misturas de substâncias orgânicas voláteis, formados por uma mistura de componentes, de consistência semelhante ao óleo. São insolúveis em água e solúveis em solventes orgânicos e obtidos por hidro-destilação das plantas. A extração dos óleos por destilação, apesar de conhecida por séculos, se torna industrial no início da século vinte com o desenvolvimento da indústria de perfumaria e da agro-indústria.

    Os óleos essenciais encontram-se em diversas partes das plantas, principalmente folhas e flores, em estruturas especializadas, como os pelos glandulares e bolsa secretoras. A maioria destes óleos possui cheiro ou aroma agradável.

    A aromoterapia, terapia através da essência das plantas, é atualmente utilizada pela medicina e na automedicação. Os óleos essenciais são ativos e eficazes principalmente para a pele, cabelos, digestão, stress. dor e revitalização do organismo.

     

    Componentes dos óleos essenciais de maior consumo

     

    - Pineno (Rosmarinus officinalis) alecrim

    - Mirceno (Pinus spp) pinus

    - Mentol (Mentha spp) hortelã

    - Geraniol (Rosa spp) rosa

    - Eucaliptol (Eucalyptus spp) eucalipto

    - Anetol (Pimpinella anisum) anis

    - Funchol (Foeniculum vulgare) funcho

    - Salicilato (Polygala sp e Smilax sp) salsaparrilha de metilha

    - Carquejol (Baccharis trimera) carqueja

    - Terpineol (Origanum majorana) manjerona

    - Ascaridol (Cchenopodium ambrosioides) erva-de-santa-maria

    - Cariofileno (Lippia alba) erva-cidreira-brasileira

    - Citral (Cymbopogon citratus) capim-limão

    - Citronelal (Melissa officinalis) erva-cidreira

    - Benzaldeído (Prunus sp) pessegueiro

    - Pulegona (Mentha pulegium e poejo Cunila microcephala) poejo

    - Tujona (Artemisia absinthium) losna

    - Cânfora (Cinnamomum camphora e canforeira Artemisia camphorata) cânfora-de-jardim

    - Borneol (Salvia officinalis) sálvia

    - Timol (Thymus vulgaris) tomilho

    - Linalol (Ocimum basilicum) alfavaca

    - Eugenol (Syzygium aromaticum) cravo-da-índia

    - Safrol (Ocotea odorata) canela-sassafrás

    - Camazuleno (Achillea millefoliumm e pronto-alívio Matricaria chamomilla) camomila

    - Barbatol (Coleus barbatus) boldo-do-reino

     

    A indústria de cosméticos moderna foi, então, buscar na sabedoria milenar da fitoterapia as receitas para rejuvenescimento, hidratação e relaxamento da pele e do cabelo. Os óleos essenciais transformaram-se em gel e ganham novas embalagens.

    A expansão da indústria de cosméticos natural tem resultado em fortes questionamento nos países detentores da biodiversidade sob dois distintos aspectos. O primeiro está associado aos ecologistas e protetores do meio ambiente que questionam os impactos do extrativismo comercial sobre a floresta e sobre as populações tradicionais. O uso de insumos naturais tanto para as empresas de cosméticos tradicionais ou para aquelas especializadas em produtos naturais tem por limite a escala da coleta e a sustentabilidade da floresta. Na grande maioria dos casos, a indústria busca novos cultivares que garantam a escala de produção dos insumos.

    Tanto na indústria farmacêutica quanto na de cosméticos, o desenvolvimento biotecnologia, em particular, da engenharia genética vem facilitando o cultivo nas plantas aromatizadas longe do seu habitat natural, passando do extrativismo ao cultivo. Este é o caso do Ginkgo biloba, originário da China, que é produzido, atualmente, na França e nos Estados Unidos.

    O segundo questionamento diz respeito a institucionalização da coleta de matéria prima que supra os bancos genéticos para a bioprospecção de moléculas que serão sintetizadas quimicamente. A regulamentação do acesso das empresas de cosméticos aos recursos naturais é imprescindível, uma vez que a grande maioria das empresas de cosméticos naturais são localizadas nos países industrializados do Norte, enquanto os recursos predominam nos países do Sul. Neste caso, requer-se a institucionalização da coleta de materiais, em particular da flora, para evitar-se a biopirataria e/ou a extinção das espécies incorporadas no processo de produção. A Convenção da Biodiversidade está negociando as questões das patente e dos direitos de propriedades dos agricultores e das populações nativas.

    Mercado Internacional

    A indústria de cosméticos é composta de quatro segmentos principais: perfumes, produtos para cabelos, maquiagem, e cosméticos dermatológicos, corporais ou faciais, incluindo os bronzeadores.

    As principais empresas de médio e grande porte que se especializaram na venda de cosméticos com base natural são: Yves Rocher (francesa), The Body Shop (inglesa), Biotherm (francesa), Clarins (Francesa), Ushua (francesa), Rose Brier (americana), Mahogany (americana). Outras empresas de cosméticos tais como a LÓreal, Esther Laudel, Clinique mantiveram sua produção de cosméticos com princípio ativo sintetizado, abrindo linhas específicas de produtos com base natural para atender à crescente demanda do consumidor natural.

    Segundo a American Chemical Society e a Royal Society of Chimistry, a indústria de cosméticos nos EUA vende US$ 18 bilhões dos quais 10% são de produtos com base natural. Tal como na indústria farmacêutica, a participação dos insumos naturais no valor da vendas é estimada em cerca de 10%.

    A mensagem do presidente da l´Oreal é um excelente indicador da tendência internacional do mercado de cosméticos: "O futuro pertence ao moderno e poderoso homem de negócio capaz de enfrentar o desafio tecnológico, científico e ambiental" . Esta mensagem sugere o potencial do mercado da valorização econômica da biodiversidade tanto no que tange ao desafio científico e tecnológico da biotecnologia, quanto na incorporação cada vez mais acelerada de produtos cosméticos com base natural.

    O faturamento da Clarins demonstra a potencialidade do mercado de cosméticos com base nos produtos naturais: atingiu, em 1996, aproximadamente US$ 6 bilhões, com um crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior.

    Pesquisa e Desenvolvimento ( P & D)

    A grande maioria das indústrias de cosméticos vende uma marca, que simboliza beleza ou elegância e não desenvolve a própria tecnologia, recorrendo a centros de pesquisa.

    A grande exceção do setor é a l´Oreal, que além de produzir e comercializar cosméticos, vem intensificando suas atividades de pesquisa.

    Em 30 anos de existência, mais de 100 moléculas. É o líder internacional da indústria de cosméticos no registro de patentes com o total de 20000, dois terços dos quais penteados nos últimos cinco anos. Em 1996, 3% do faturamento da empresa voltou-se para a pesquisa, triplicando este orçamento nos últimos três anos.

    O Givaudam Roue, é o líder mundial na pesquisa de fragrâncias e aromatizantes, embora não seja uma marca de cosméticos.

    O faturamento da empresa somado o ramo das fragrâncias (51%) e dos aromatizados (49%) atingiu 1,4 bilhões de francos suíços, em 1997. As fragrâncias são destinadas a perfumes de luxo, cosméticos, sabonetes e outros produtos domésticos. Os aromatizantes são tanto naturais quanto aditivos sintéticos voltados notadamente para a indústria de bebidas, alimentícia, farmacêutica, higiene oral e alimento natural. As vendas da Givaudan Roure concentram-se nos EUA (39%) e Europa (37%). A Ásia do Pacífico absorve 16% e a América Latina apenas 8%. A empresa está expandindo a capacidade em 50%.

    Potencialidade do Mercado

Dada a dificuldade na obtenção de dados do mercado internacional passa-se, a seguir, a analisar de forma resumida duas empresas a The Body Shop e a Yves Rocher que são benchmarketing no setor de cosméticos naturais. A evolução desta empresa e a respectiva estratégia de marketing são excelentes indicadores da potencialidade do mercado.

The Body Shop

Criada na Inglaterra, em 1976, a rede de lojas de varejo The Body Shop conta, em 1990, com 1500 estabelecimentos distribuídos em 47 países.

A primeira loja em brighton, cidade localizada na costa sul da Inglaterra vendia 25 produtos naturais para os cuidados da pele e cabelos. Em 1998, o faturamento da rede foi de US$ 950,00 milhões.

O êxito do The Body Shop está associado à campanha internacional de valores que sua presidente, Anita Roddick, vem defendendo: a proteção ambiental e dos animais, direitos humanos e parcerias com comunidades carentes. Foi a primeira empresa a ter o certificado de não utilização de animais nos seus testes de laboratório (vide anexo).

A meta principal da empresa é "aumentar a sustentabilidade-satisfazendo as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras". Segundo entrevista dada pela sua presidente, a busca do desenvolvimento sustentável repercute tanto no processo de produção, na seleção e operação das subsidiárias e das concessionárias. Além de se buscar uma qualidade natural e terapêutica dos cosméticos, recorre-se a insumos naturais renováveis e conservando-se os recursos naturais.

"como empresários responsáveis adotamos o enfoque do four tiers, isto é: primeiro reduzir, depois reusar, logo reciclar e finalmente adotar padrão de disposição segura dos resíduos."

The Body Shop produziu três compromissos ambientais independentes, o primeiro deles, publicado, em 1992, num livro denominado The Green Book.

A The Body Shop Community Trade comercializa com 25 comunidades carentes, na África, Ásia e nas Américas. Este comércio refere-se basicamente à compra de matéria prima que soma uma média de US$ 3,3 milhões/ano.

A fábrica de sabão Soapwork, criada em 1988, é um outro exemplo da ação comunitária da The Body Shop. Fica localizada numa zona de grande desemprego, contrata 120 pessoas e doa 25% dos lucros para projetos comunitários locais. Em 1998, a Soapworks produziu 37,8 milhões de sabões e teve um crescimento médio de 10% na década de noventa.

The Body Shop desenvolve ações específicas na Amazônia com os índios Kaiapós. A empresa compra o óleo de castanha do Pará que é utilizado no Brazil Nut Conditioner. O contrato incluiu a utilização da imagem do cacique da tribo na propaganda. Alguns problemas jurídicos apontando a falta de ética neste comércio foram matéria de mídia internacional.

Yves Rocher

Yves Rocher é uma empresa sediada em Paris e desde sua criação especializou-se na venda de cosméticos com base natural. A empresa concentra-se nos cremes para o rosto e corpo, tratamento de cabelo, bronzeadores, maquiagem e perfumaria. A empresa abriu um novo setor de aromaterapia, águas perfumadas para o corpo e banhos calmantes e relaxantes.

O faturamento nos últimos anos tem sido em torno de Us$ 2 bilhões/ano. As exportações cresceram na década de 90 de 8% ao ano, e distribuídas em mais de 90 países. Atualmente, a empresa produz 40% dos seus extratos em diferentes partes do mundo.

O lema da Yves Rocher é "The best of nature at the most affordable price". (O melhor da natureza com o preço mais abordável)

Tal como a The Body Shop a empresa patrocina projetos de proteção ambiental. Em 1997 recebeu o Selo Eco-Audit, para sua planta em Ploëamel na Bretanha, sendo a primeira empresa francesa de cosméticos a obter tal certificado. Tal planta foi também contemplada com a ISO 14001.

A Yves Rocher incorpora a questão ambiental, tanto na característica dos seus produtos, quanto no processo de produção.

Características dos Produtos:

- ar puro ao invés de aerosol

- sabão biodegradável

- teste com animal acabou em 1989

- redução do excesso de embalagem

- uso de papel reciclado nos catálogos

Processo de Produção:

- 96% de lixo é reciclado (84% reciclado e 12 % produz energia através de incineração)

- redução da poluição atmosférica

- uso racional de água

 

Mercado Brasileiro

A nível nacional encontra-se grandes, médias e pequenas empresas que comercializam cosméticos com base natural, a Natura, Boticário, a Juruá etc. Estas empresas estão incorporando a tendência internacional de uso dos óleos essenciais.

O dinamismo de mercado dos óleos essenciais, pode ser ilustrado com a recente instalação da Agronol, coligada ao grupo Santa Izabel na produção e extração de óleo de seis ervas medicinais com investimentos previstos de US$ 2 milhões (Gazeta Mercantil, 4 e 5 de abril de 1998).

A previsão é de se extrair aproximadamente 12 toneladas mês de óleos, nos 330 hectares cultivados com seis produtos entre os quais o eugenol e o geraniol, voltados respectivamente para o setor farmacêutico e de cosméticos. A Agronol importou algumas espécies da África, o que denota a inadequada estrutura institucional do setor de biotecnologia no Brasil.

Um outro indicador de potencialidade do mercado de óleos essenciais é a expansão do segmento sabonetes com marketing da arometria. Se até pouco tempo atrás o mercado se mostrava tímido, a demanda e oferta para sabonetes e produtos de banho com óleos essenciais vem crescendo e se diversificando.

Tanto as marcas tradicionais como a Vinólia e Plamolive lançaram sabonetes cremosos enriquecidos com óleos essenciais. Outras marcas mais especializadas na linha natural também o fizeram. Esse é o caso da Natura, Dermage e da Nova Era Corpo, que é uma versão brasileira da The Body Shop.

Dos sabonetes medicinais, a linha glicerinada da Casa Granado tem tido uma grande demanda. O sabonete Juruá, à base de óleo de babaçu e mel de abelhas, conhecido sobretudo na década de setenta tem sido encontrado em poucas lojas do ramo (Jornal do Brasil, 18/07/99, Estilo de Vida).

Exemplos de Produtos da Amazônia com utilização na Indústria de Cosméticos

O óleo de capaíba (capaifera spp.) tem uma forte demanda no mercado de Manaus, como um remédio natural de especto amplo. Tem sido experimentado pela indústria de cosméticos, mas seu alto preço inviabiliza uma utilização de maior escala. O óleo é extraído da casca do tronco da árvore, sementes e frutos.

O urucum além de sua utilização na indústria de alimento como corante natural, pode ser também usada na indústria de cosméticos. (Vide capítulo específico sobre urucum).

Outra planta com uso medicinal e de cosmético é a andiroba (carapa guianensis), cujo azeite é usado na medicina caseira para fricção de tecidos inflamados, como repelente e na indústria de cosméticos como sabonete e protetor solar.

O Pau Rosa, utilizado na indústria de cosméticos enquanto fixador de perfumes, está fadado à extinção e tem proibida a sua comercialização.

Mercado na Região Norte.

Embora haja um grande número de marcas de cosméticos caseiros vendidos em feiras, lojas folclóricas e/ou farmácias, duas pequenas empresas vem se destacando no mercado da Região Norte a Chamma, em Belém, e a Amazon Hervas, em Manaus.

Passa-se, a seguir, a analisar estas duas empresa, a partir das informações obtidas nas entrevistas.

 

Análise das Entrevistas: Chamma e a Amazon Hervas

A Chamma vem crescendo nos últimos três anos a uma taxa de 100%. Tem pontos de venda em dois aeroportos nacionais (Florianópolis e Fortaleza) além do de Belém. Foi viabilizada enquanto empresa incubada da Universidade federal do Pará. Ocupa um pequeno galpão no campus.

A Amazon Ervas foi criada há doze anos, mas sofreu uma forte reviravolta há dois anos atrás quando foi contratada uma consultoria de marketing paulista. A partir deste momento houve uma forte expansão das vendas, sendo é uma das grandes estrelas da H. Stern.

Estas empresas entenderam, recentemente, que o diferencial competitivo de se produzir na Amazônia é de se utilizar produtos naturais e recorrer a um marketing que reflita o artesanato e o folclore do homem da floresta e dos índios. Este marketing se traduz na embalagem do produto e na comercialização.

A demanda para os cosméticos naturais está insatisfeita. Estas duas empresas tem apenas na sua capacidade de produção, acesso a capital de giro e acesso à matéria prima o limite de expansão.

Há mais de quarenta anos, no Pará, a paixão de Oscar Chamma pela Química, pelo perfume e pela magia das plantas da Amazônia resultou em CHAMMA – uma das mais interessantes linhas de produtos de cosmética e perfumaria com motivos místicos. Utilizando em suas fórmulas óleos e essências tipicamente regionais e o artesanato local em suas embalagens, a Perfumaria CHAMMA tem sérias preocupações e cuidados no que se refere ao material usado, tanto no conteúdo como nas embalagens de seus produtos. Saches, tampas e caixas são feitos a partir do aproveitamento de sobras rejeitadas por empresas da região que assim como os extratores de plantas, raízes e lenhos tem como principal característica a consciência ecológica, preocupando-se com a preservação e o replantio.

Cada erva, cada fruto, cada flor traz uma história, uma lenda, um mistério, um poder e é inegável que, verdadeiros ou não alimentam as esperanças e imaginação das pessoas que em sintonia com a natureza usufruem de suas energias.

A presidente da Amazon Ervas explicita que seu comprometimento é com a qualidade do produto natural e artesanal e que o faturamento médio de R$ 7000 somente será ultrapassado se não se comprometer a marca.

São as seguintes as principais linhas de produtos:

Deo-colônias e Perfumes (feminino masculino e infantil)- Preparados por maceração e infusões de essências, raízes, lenhos e flores típicos da Amazônia, em álcool extra neutro desodorizado e com fixador de origem vegetal. Composto de ervas da Amazônia: raiz de patchouli, pripioca, pataqueira e catinga de mulata, entre outras. Seu cheiro é exótico e atrai bons fluídos.

Shampoos e Condicionadores: São preparados com matéria-prima de excelente qualidade e extratos vegetais (Jaborandi, copaíba, entre outras ervas) adequados a cada caso. O rigoroso controle do seu ph e a ausência de sal proporcionam cabelos mais saudáveis.

Sabonetes Glicerinados - São mais do que um produto de higiene e limpeza são efetivamente medicinais e cosméticos a base de Patchouli, Erva doce, Andiroba,

Saches - Apresentados nas versões, caroço de açaí, raízes e cascas moídas e esferas de madeira perfumadas. São excelentes para pessoas que gostam de manter armário e gavetas deliciosas e suavemente perfumados.

Batom - Formulado a base de cera de abelha, hidratante, filtro solar e pigmentos alimentícios importados, nosso batom apresenta consistência cremosa e excelente fixação nos lábios, aliada a uma variada gama de cores tornam esse produto indispensável para mulheres exigentes e de bom gosto.

Pentes de Madeira - Confeccionados artesanalmente com aparas de madeira, nosso pente se tornou artigo de primeira necessidade para quem deseja ter cabelos sãos e sem eletricidade.

Hidratantes - Com fórmula exclusiva, protegem contra o ressecamento e mantém a elasticidade da pele. Revigoram de acordo com os componentes naturais (Alfazema com vitamina A, erva doce etc) incorporados em sua formulação.

Tanto a Perfumaria CHAMMA quanto a Imazon Ervas fazem sérias pesquisas sobre materiais naturais e reciclados que possam ser utilizados em suas embalagens. A preocupação é de que a embalagem não seja apenas um invólucro descartável que garanta segurança e beleza dos produtos, mas um objeto que se recrie em suas funções. Assim, um estojo de saches torna-se um porta-jóias, uma caixa de perfume, um porta-lápis, um saco de tecido, uma bolsa para óculos... A imaginação fica por conta do cliente.

Cabe ressaltar, entretanto, que estas empresas não desenvolvem P & D. Na realidade, vem reproduzindo cosméticos e colônias vendidos pela população tradicional na Vira Peso, com uma embalagem reciclada e com design folclórico. O público alvo é o turista da Amazônia e num médio prazo as exportações.

 

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